A história do Pinóquio

Pinóquio é o boneco de madeira que ganha vida, foge de casa, mente, se mete em confusões e, no fim, aprende a ser um bom menino. A história foi escrita pelo italiano Carlo Collodi e publicada como livro em 1883. Aqui você encontra a história do Pinóquio resumida, para contar em 3 minutos, e uma versão mais completa com as principais aventuras do livro, recontadas por nós com palavras simples.

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Pinóquio resumido e Pinóquio completo

Comece pela versão resumida se a criança for pequena ou se você tiver pouco tempo. A versão completa segue as aventuras do livro de Collodi, na ordem.

A história do Pinóquio resumida

3 min de leitura · 3 a 6 anos

Gepeto era um velho marceneiro que morava sozinho. Um dia ele fez um boneco de madeira e lhe deu o nome de Pinóquio. Para sua surpresa, o boneco começou a falar, a rir e a correr!

Gepeto queria que Pinóquio fosse à escola. Mas Pinóquio preferia brincar e acreditava em qualquer um que prometesse diversão. Fugiu para ver um teatro de bonecos, foi enganado por uma raposa e um gato e se meteu em muitas confusões.

Uma fada bondosa, de cabelos azul-turquesa, cuidou dele. Quando Pinóquio mentia para ela, o nariz dele crescia, crescia, crescia! Ele ficou com tanta vergonha que prometeu nunca mais mentir.

Mas Pinóquio ainda foi para o País dos Brinquedos, onde as crianças não estudavam nunca… e virou um burrinho! Só se salvou quando decidiu voltar para casa.

Enquanto isso, Gepeto tinha saído pelo mar procurando o filho e foi engolido por um tubarão gigante. Pinóquio também foi engolido, encontrou o pai lá dentro e, com muita coragem, o tirou de lá nadando até a praia.

Depois disso Pinóquio trabalhou, estudou e cuidou do pai. Uma manhã ele acordou e… não era mais de madeira. Era um menino de verdade, porque tinha aprendido a ser bom, sincero e corajoso.

Para conversar: Por que você acha que o nariz do Pinóquio crescia quando ele mentia? O que fez Pinóquio virar um menino de verdade?

As aventuras de Pinóquio (baseada no livro de Collodi)

10 min de leitura · 6 a 10 anos

Tudo começou com um pedaço de lenha comum, desses que se usam para acender o fogo. Mas quando o velho Gepeto começou a esculpir, o pedaço de madeira riu e reclamou: «Ai, que cócegas!» Gepeto ficou espantado e decidiu fazer dele um boneco que soubesse dançar e dar cambalhotas. Chamou-o de Pinóquio.

Mal ficou pronto, Pinóquio saiu correndo pela rua, e Gepeto teve que correr atrás dele. De volta para casa, Pinóquio encontrou um grilo que morava ali havia mais de cem anos, o Grilo Falante. «Os meninos que desobedecem os pais e fogem de casa nunca se dão bem» disse o grilo. Pinóquio não quis ouvir e jogou um martelo nele. O grilo sumiu.

Gepeto era muito pobre, mas vendeu o seu único casaco para comprar uma cartilha para Pinóquio ir à escola. No caminho, Pinóquio ouviu música: era o teatro de bonecos. Vendeu a cartilha para comprar o ingresso. Os bonecos do teatro o reconheceram como um deles e fizeram festa, mas o dono do teatro, um homem enorme de barba preta chamado Come-Fogo, ficou furioso. No fim, Come-Fogo teve pena e deu a Pinóquio cinco moedas de ouro para levar ao pai.

No caminho de casa, Pinóquio encontrou a Raposa, que fingia ser manca, e o Gato, que fingia ser cego. «Se você enterrar suas moedas no Campo dos Milagres» disseram, «vai nascer uma árvore cheia de moedas!» Pinóquio acreditou. Os dois espertalhões o enganaram e ele ficou sem nada, perdido na floresta escura.

Quem o salvou foi a Fada dos cabelos azul-turquesa, que morava numa casinha branca no meio do bosque. Ela chamou médicos, deu remédio e perguntou onde estavam as moedas. Pinóquio mentiu, e o nariz cresceu. Mentiu de novo, e o nariz cresceu tanto que ele não conseguia mais virar a cabeça no quarto! A Fada riu e explicou: «As mentiras logo aparecem, como o nariz no meio da cara.» Ela chamou os pica-paus, que bicaram o nariz até ele voltar ao tamanho certo.

Pinóquio prometeu se comportar e até foi um bom aluno por um tempo. Mas seu colega Pavio, um menino que só pensava em brincar, o convidou para o País dos Brinquedos, um lugar sem escola, sem livros e sem professores, onde o domingo durava a semana inteira. Pinóquio foi. Brincaram por cinco meses. Até que uma manhã ele acordou com orelhas compridas, peludas… e virou um burrinho, como todos os meninos daquele lugar.

Pinóquio foi vendido para um circo, machucou a perna e foi jogado no mar. Lá, os peixes comeram a pele de burro e ele voltou a ser boneco. Mas logo apareceu um tubarão gigantesco, do tamanho de um prédio, que o engoliu de uma vez.

Dentro da barriga escura do tubarão, Pinóquio viu uma luzinha ao longe. Andou até ela e encontrou uma mesa, uma vela… e Gepeto! O velho pai tinha saído num barquinho para procurar o filho e tinha sido engolido dois anos antes. Os dois se abraçaram chorando de alegria.

Naquela noite o tubarão dormia de boca aberta, porque tinha asma. Pinóquio pegou o pai pela mão, passou pela língua, pelos dentes e, nadando com Gepeto nas costas, chegou até a praia. Foi a coisa mais corajosa que ele já tinha feito.

Gepeto estava fraco e doente. Pinóquio, pela primeira vez, trabalhou de verdade: puxava água do poço para um fazendeiro em troca de um copo de leite para o pai, fazia cestos à noite e estudava sozinho. Ele também reencontrou o Grilo Falante e pediu desculpas.

Uma noite, Pinóquio sonhou com a Fada, que dizia: «Muito bem, Pinóquio. Pelo seu bom coração, eu te perdoo.» Quando acordou, olhou no espelho e viu um menino de verdade, de cabelos castanhos e olhos azuis. Num canto do quarto, encostado numa cadeira, estava o velho boneco de madeira. «Como eu era engraçado quando era um boneco!» disse ele. E foi abraçar o pai.

Para conversar: Pinóquio errou muitas vezes antes de aprender. Qual foi o momento em que ele começou a mudar? Você já errou e depois fez diferente?

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Como contar a história do Pinóquio

  • O livro é diferente do filme

    No livro de Collodi há o Come-Fogo, a Raposa e o Gato, a Fada dos cabelos azul-turquesa, o Pavio e um tubarão gigante, não uma baleia. O grilo se chama apenas Grilo Falante.

  • Resumida para os pequenos

    Até 5 anos, conte a versão resumida. O livro inteiro tem 36 capítulos; a versão completa desta página escolhe os mais importantes.

  • Brinque com o nariz

    Quando o nariz cresce, puxe o seu próprio nariz para a frente com a mão. As crianças adoram e lembram da ideia: mentira aparece.

  • Fale de erros sem bronca

    Pinóquio erra muito, mas não é castigado para sempre: ele aprende e muda. É uma boa história para mostrar que errar faz parte de crescer.

  • Conte em capítulos

    Para crianças de 6 a 10 anos, conte a versão completa em duas ou três noites: até o Campo dos Milagres, até o País dos Brinquedos, até o final.

Perguntas frequentes

Quem escreveu Pinóquio?

O escritor italiano Carlo Collodi. A história saiu primeiro em capítulos num jornal infantil entre 1881 e 1883 e depois como livro, «As Aventuras de Pinóquio», em 1883. É de domínio público.

Qual é o resumo da história do Pinóquio?

Gepeto faz um boneco de madeira que ganha vida. Pinóquio desobedece, mente (e o nariz cresce), é enganado pela Raposa e pelo Gato, vira burrinho no País dos Brinquedos e é engolido por um tubarão, onde reencontra Gepeto. Depois de salvar o pai e trabalhar para cuidar dele, vira um menino de verdade.

Qual é a moral da história do Pinóquio?

Que mentir e só procurar diversão fácil traz problemas, e que ser sincero, estudar, trabalhar e cuidar de quem nos ama faz a gente crescer de verdade.

No livro original o Pinóquio é engolido por uma baleia?

Não. No livro de Collodi é um tubarão gigantesco («il Pesce-cane»). A baleia aparece em adaptações posteriores.

Posso criar uma história nova com o nome do meu filho?

Sim. Escreva o nome acima, escolha a idade e uma ideia, e o Cuenti escreve e ilustra uma história nova. A primeira é grátis e o nome nunca aparece no endereço da página.

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